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POETISA SILVIA MOTA, OBRIGADA!

POETISA SILVIA MOTA, OBRIGADA!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Injustiça...

O cavalo é um operário,
Grande e fiel trabalhador.
Porém não ganha salário,
Poucos lhe dão valor...

Do homem é companheiro,
Inseparável, grande amigo,
Trabalha com o carroceiro,
Malvado lhe impõe castigo.

Enchem a carroça pesando,
E o pobre sem poder puxar,
Acaba sempre apanhando,
Do algoz que vive a ajudar.

Meu coração fica apertado
Ao assistir tanta covardia,
Bater nesse ser malvado,
Deus do céu,como eu queria!

E depois quando envelhece,
Da lida penosa e cansada,
Triste fim que não merece,
Vira comida prensada...


♫Carol Carolina




sexta-feira, 24 de junho de 2011

Meu Casaquinho...

Me lembro era criança
Numa festinha de São João
Guardo ainda na lembrança
Foguete, fogueira e pinhão.

Tinha um horrivel casaquinho
Que era obrigada a usar
O dinheiro era escaço
Outro não podia ganhar.

Eu odiava o coitado
Mas me obrigavam a levar
Era feio e desbotado
Precisava me contentar.

Então em meio as brincadeiras
Soltaram um foguetinho
Que numa viagem certeira
Atingiu meu casaquinho.

Fiquei radiante e feliz
Ao vê-lo cheio de furos
De lembrar sequer eu quis
Que iria ficar em apuros.

Só tinha ele que azar
Como que agora ia ser
Criança não sabe pensar
Na falta que ele iria fazer.

♫Carol Carolina


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Diário Inacabado...

Hoje o milagre da vida aconteceu,
Certamente todos irão comemorar.
Mamãe, dentro do útero seu,
Nove meses aqui irei morar.

Sei que não estavam me esperando,
Mas com certeza, tudo irá se arranjar.
Já que estou aqui e me formando,
Vão contar os dias a me esperar.

Na hora da minha chegada,
Vai ser um corre-corre preparando,
A casa toda florida e enfeitada,
Um lindo bercinho me esperando.

Já começo a vislumbrar a nossa vida,
Com mamãe e com papai a passear,
Serei a jóia mais rica e mais querida,
De carinhos e beijos irão me sufocar!

Sou uma menina, disto tenho certeza.
Meu cabelinho será loiro e enrolado.
Quero ter da mamãe a singeleza
Do papai, seu jeito determinado.

Seis semanas então já se passaram,
Já perceberam que estou a caminho,
Mas estranho, papai, mamãe silenciaram
A noticia não foi recebida com carinho.

Mamãe ficou sozinha e chorando,
Queria poder com ela conversar,
Não sabia o que estava se passando.
Só falou, amanhã um jeito eu vou dar.

Pela manhã numa sala mal cheirosa,
Um homem , cara feia e muito prático,
Aplicou uma injeção tão dolorosa,
Fui jogada dentro de um saco plástico...

Tinha imaginado tantos sonhos,
Nascer, crescer, viver e ser feliz.
Estou aqui, entre flores e risonhos
Bebês, que na terra alguém não quis.

Meu diário ficou inacabado e sem cor,
Mas mamãe, mesmo assim lhe tenho afeição.
Meu ser mal formado, era todo carinho e amor,
Seria uma estrelinha a iluminar seu coração.

♫Carol Carolina



quarta-feira, 11 de maio de 2011


Tempo...

Para tudo existe um tempo...
Tempo para nascer.
Tempo para viver.
Tempo para crescer.
Tempo para morrer.

Tempo, tempo, tempo..
Tempo da espera
De algo realizar.
Tempo da expectativa.
Tempo de acreditar.

O que faz o tempo...
Tempo de dizer não,
Tempo para pensar.
Tempo para dar tempo
Ao tempo de sonhar.

O que se vê no tempo...
Gente com medo do tempo,
Que a tudo vai arrastando.
Sem a menor piedade,
Apenas nos carregando.

Estranho é o tempo...
Tempo para ganhar.
Tempo para perder.
Tempo de reclamar
O tempo de nada ter.

Engraçado esse tempo...
Tempo de se gritar,
O tempo que foi perdido.
Tempo de entender
O tempo de ser iludido.

E assim se foi o tempo...
Tempo para ter fé,
Que o tempo do céu virá.
Desse temos certeza,
O tempo não nos roubará.

♫Carol Carolina

Teu Nome

Tentei gravar o teu nome
Foi em vão não consegui.
Fiz tudo o que podia
Mas sempre te perdi.

Escrevi na areia da praia
A onda veio apagou.
Então escrevi no céu
Passou uma nuvem e o levou.

Gravei no tronco da árvore
Veio o tempo e a casca caiu.
Então escrevi em um livro
O livro também sumiu.

Mas sigo tentando ainda
Teu nome poder gravar.
Em um lugar todinho meu
Onde ninguém possa encontrar.

Já sei! No espinho da rosa
Ali posso te guardar
Pois quando entrar em minha carne
Enfim ninguém irá tirar.

♫Carol Carolina

MÃOS...

Mãos que unidas,
Imploram o perdão!
Há outras unidas,
Fazendo uma oração...

Mãos que se erguem,
Agradecendo em louvor.
Ou pedindo aos céus,
Compreensão e amor...

Mãos caridosas,
Que procuram levar,
Um pouco de pão
Para a fome matar...

Mãos que acalentam,
Dão afago e carinho
São mãos verdadeiras
Que ensinam o caminho...

Mãos firmes e fortes,
De sentimento profundo
São as que nos aparam
Ao chegarmos a este mundo...


♫Carol Carolina




Eu Sou...

Sou mulher e menina,
Sou flor e espinho,
Sou chuva e sol
No fundo, sou só carinho...

Já roubei uma rosa,
Porque sou apaixonada,
Desfolhei mal-me-quer,
Para saber se era amada...

Montei castelo no ar,
Caiu em cima de mim,
Juntei pedaço a pedaço
Meu sonho não teve fim...

Fiz versos, zombaram,
Chorei e murchei,
Mas ganhei incentivo
Então recomecei...

De alguém muito meiga,
Com nome de flor
E um passarinho
Doce beija-flor...

Ao passarinho e a flor
Sempre vou agradecer
E você que não me conhece
Que tem para me dizer?

♫Carol Carolina


Bela Flor Triste...

Sou bela flor e hoje estou entristecida
Talvez tenha que morar noutro jardim
Minha cor está sem viço e amarelecida
Meu coração guarda uma dor sem fim

O beija-flor que sempre passa por aqui
Beija-me os lábios para o néctar sugar
É provável, não irá mais me encontrar
Que doces lembranças guardarei de ti

Sou uma flor que não tem a liberdade
Como outras que escolhem onde brotar
Sigo meu rumo com o vento é verdade

Meu destino um lugar que desconheço
Entre flores, novo jardim me acostumar
Quem sabe um milagre ainda mereço.

♫Carol Carolina


domingo, 10 de abril de 2011



Ah se eu soubesse...

Ah se eu soubesse...

Que o Papai Noel não existia
Que sonhos, não são sonhos com canela
Que a vida não é só de fantasia
Que cozinhar não é jogar tudo na panela.

Ah se eu soubesse...

Que o mundo é cheio de coisas ardilosas
Que as pessoas, algumas com máscara bonita
Que se apresentam com palavras melodiosas
Que convencem e a gente acredita.

Ah se eu soubesse...

Que os caminhos que é preciso percorrer
Que é difícil e cheio de barreiras
Que se tem que brigar para vencer
Que se luta para não cair em ratoeiras.

Ah se seu soubesse...

Que tudo é assim tão complicado
Que se defender é fatal e não tem jeito
Que os perigos caminham ao nosso lado
Que pouco ou quase nada é perfeito.

Ah se eu soubesse...

Que ser diferente é ser raro
Que existe discriminação até na crença
Que o preço em crescer seria caro
JURO QUE VOLTAVA A SER CRIANÇA!

♫Carol Carolina



domingo, 13 de março de 2011

Rabiscando...

Peguei uma nuvem lá do céu
E com ela comecei a rabiscar
Coisas que estou comigo a pensar
Figuras, alguns traços ao léu...

Rabisquei montanhas e um sol
Um bosque verde e viçoso
Algumas árvores,um rio caudaloso
Quem sabe, pintarei um arrebol...

No bosque colocarei o meu castelo
Sem muros ou muralhas a tapar
Passarinhos nos galhos a cantar
Um cavalo branco e muito belo...

Na janela, junto da sacada
Roseiras, aquelas dos meus encantos
Vermelhas, quero-as em todos os cantos
E um arco iris sorrindo na entrada...

No jardim colorido e enfeitado
Com flores e bem no centro a bela flor
A espera do lindo beija-flor
Passarinho meigo, doce e delicado...

Agora que consegui tudo rabiscar
Anoiteceu, dona lua veio espiar
Acho que aprovou, está tudo a pratear
Vou dormir, amanhã volto para pintar...

♫Carol Carolina

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sexo Frágil, Será?


Temos a capacidade de gerar.
Nove meses ficamos a esperar,
Contando os dias até ele chegar,
Para enfim nosso filho abraçar.

Ao parir nos emocionamos,
De felicidade então choramos,
No nosso seio amamentamos,
E da dor sequer lembramos.

Diariamente temos que encarar,
Compras, fila para pagar
Preparar o almoço sem atrasar,
Ficando toda a cozinha para limpar.

Lavar roupa, secar, depois passar,
Arrumar o que ficou fora do lugar,
Quando pensa que vai descansar,
Que nada, é hora de fazer o jantar.

E quando trabalhamos fora,
A jornada do dia fica multiplicada,
Correndo sempre em cima da hora,
É complicado não esquecer de nada.

Cuidar dos filhos, do marido , organizar,
Tudo certinho perfeito e em tempo hábil.
E ainda dizem que nós MULHERES
Somos o sexo frágil.

Será?

♫Carol Carolina



sexta-feira, 4 de março de 2011

Tempo dos Lampiões...


Queria ter vivido no tempo dos lampiões
Para ganhar belas serenatas ao luar
Dos bailes naqueles grandes salões
Com meu amor , rodopiar, rodopiar.

Dos vestidos longos de arremate com lacinho
De cor azul que é a cor que mais adoro
Na mão um perfumado lencinho
Em cambraia com monograma cor de ouro.

Das sombrinhas que levavam a passear
A sombra de uma árvore esperar
Um poeta que não tardava a chegar
Muito gentil estendia a mão para ajudar
A sua amada na grama a se sentar.

Ao som dos passarinhos a cantar
Admirar o poeta a recitar
Lindos versos sempre a encantar
E depois um doce beijo seu ganhar.

♫Carol Carolina


Infinito...

Abro os braços no infinito
Fico perdida a te procurar
No emaranhado deste labirinto
Inútil, não irei te encontrar...

Abraço os versos que te faço
E fico escrevendo sem parar
No nada e vagueando no espaço
Esperando quem sabe te encontrar...

Silêncio por favor quero dormir
Sonhar, voar na imensidão
Num mar azul vou submergir
Afogando assim a solidão...

Silêncio por favor estou sonhando
Já consigo vislumbrar a outra vida
Estou vendo alguém me acenando
É você Pessoa tão querida...

Silêncio, por favor, não quero acordar..

♫Carol Carolina

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011



Crepúsculo


Olhando para o horizonte
Quando a tarde vai caindo
Com seu matiz alaranjado
O céu fica muito lindo!

O sol cerrando os olhos
Anunciando que irá dormir
Entrega o reinado a noite
Que serena começa a surgir.

Em seguida aparece a lua
Majestosa e prateada
Iniciando então um espetáculo
Deixando a terra encantada.

Juntam-se a ela as estrelas
Cintilando sem parar
Dando continuidade ao show
E terminará, quando o sol acordar.

Carol Carolina